Sexualidade e saúde: a importância de falar sobre orientação sexual na adolescência

Falar sobre sexualidade e saúde com adolescentes é extremamente importante para o desenvolvimento dos jovens.

À medida que as pessoas passam da infância para a adolescência, seus corpos se transformam e se estabelecem. Assim como suas sensações, bem como emoções.

A adolescência é um momento de mudança

Ao longo da adolescência, as mudanças físicas e hormonais da puberdade geralmente sugerem que os jovens estão começando a sentir um aumento nos desejos sexuais e notando mudanças em seus corpos. 

Leva algum tempo para as pessoas entenderem quem eles são e em quem eles estão se tornando. Parte disso inclui uma compreensão muito melhor de seus próprios sentimentos relacionados ao sexo e prazer e para quem eles são atraídos.

A importância de falar sobre orientação sexual na adolescência

O que é a orientação sexual?

Orientação sexual é a atração psicológica, romântica ou sexual que um indivíduo realmente sente por mais uma pessoa.
Existem inúmeros tipos de posicionamento relacionado ao sexo:

Heterossexual

As pessoas heterossexuais são física e romanticamente atraídas por pessoas do sexo oposto. Assim sendo, homens heterossexuais são atraídos por mulheres, e mulheres heterossexuais são atraídas pelos homens.

Homossexual

Indivíduos homossexuais são atraídos por pessoas do mesmo sexo.
Neste caso mulheres que são atraídas por outras mulheres são chamadas de lésbicas, enquanto os homens que se sentem atraídos por outros homens são comumente referidos como gays. 
Apesar disso, em muitos casos a palavra gay serve para descrever indivíduos homossexuais de ambos os sexos.

Bissexual

As pessoas bissexuais são atraídas romântica e fisicamente por pessoas de ambos os sexos. 

Assexual

As pessoas assexuadas são aquelas que não possuem nenhum tipo de interesse por sexo. Mas ainda assim podem sentir emoções sentimentais por outras pessoas.

Quando começam as dúvidas sobre sexualidade?

Durante a adolescência, os jovens geralmente se encontram questionando como descobrir sua sexualidade, tendo ideias e atrações sexuais. 

Para alguns, esses pensamentos e sentimentos podem ser intensos e causar confusão em suas mentes.

O jovem pode ficar ainda mais confuso se ele começar a se sentir atraído ou ter pensamentos sexuais com indivíduos do mesmo sexo que eles são. 

“O que isso significa?”, muitos deles pensam: “Será que eu sou gay?”

Estar interessado em uma pessoa do mesmo sexo não necessariamente sugere que uma pessoa é gay, assim como ter interesse em uma pessoa do sexo oposto não implica que um indivíduo é hetero.

É comum que adolescentes tenham pensamentos sexuais sobre indivíduos do sexo oposto, bem como do mesmo sexo. 

É um período da vida onde os sentimentos estão muito aflorados, então é complicado tomar os sentimentos nesse período como fato.

Alguns adolescentes podem ir além dos pensamentos e experimentar experiências relacionadas ao sexo com indivíduos de seu próprio sexo ou do sexo contrário.

 Contudo, essas experiências de prazer sexual, por si só, não significam necessariamente que uma pessoa é gay ou hétero.

O que é LGBT?

A importância de falar sobre orientação sexual na adolescência

É muito comum ver as letras “LGBT” serem usadas para nomear a orientação sexual. Contudo, hoje em dia esse termo é mais abrangente, e a versão mais utilizada atualmente é LGBTQIA+.

Essas letras representam os seguintes termos, feitos para explicar a orientação sexual. Esta sigla representa: Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgênero, Queer, Intersexo, Assexual. 

E o símbolo de +, que vem a indicar pessoas que não se enquadram em nenhum dos termos citados anteriormente.

Algumas correntes preferem usar a sigla mais completa que é: LGBTQQICAAPF2K+
(Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Queer, Questionando, Intersexuais,
Curioso, Assexuais, Aliados, Pansexuais, Polissexuais, Familiares, 2-espíritos
e Kink).

Ser transgênero não é realmente uma preferência sexual. Na verdade, pode ser
considerado uma identificação sexual. 

Gênero é outra forma de dizer masculino ou feminino. Indivíduos transgêneros são aqueles que podem ter o corpo de um gênero, mas realmente sentem que são do sexo oposto, como se tivessem nascido no tipo incorreto de corpo.

Pessoas que são transgêneros são frequentemente classificadas como gays e
lésbicas por se sentirem atraídas por pessoas do mesmo sexo ou não se
encaixarem no grupo de “heterossexuais”.

Tais classificações não foram criadas para estereotipar uma pessoa, mas sim para mostrar que elas não estão sozinhas, e que possuem o mesmo direito que indivíduos héteros à sexualidade e saúde.

O jovem escolhe sua orientação sexual?

Por que alguns indivíduos são héteros e alguns são gays? Não há uma resposta simples para isso.

A maioria dos médicos especialistas, incluindo os da Academia Americana de Medicina Pediátrica (AAP) e da Associação Americana de Psicologia (APA), acredita que a orientação sexual envolve uma mistura complicada de biologia, psicologia, bem como elementos ambientais.

 
Os cientistas acreditam que os genes e hormônios de uma pessoa influenciam um papel importante na orientação.

Muitos especialistas médicos acreditam que, como um todo, a orientação
sexual não é algo que uma pessoa escolhe voluntariamente. 

Em contrapartida, a sexualidade é apenas uma parte natural do que uma pessoa
é, e é extremamente importante cuidar da saúde, tanto sexual como mental,
independente da orientação.

Não há absolutamente nada de incorreto em relação a ser LGBT. Ainda assim, nem todos pensam isso. Esse tipo de ideia pode dificultar (e muito) as coisas para adolescentes LGBT.

A importância de falar sobre orientação sexual na adolescência

Como é ser um adolescente LGBT?

Para inúmeras pessoas LGBT, pode parecer que o esperado é que todas as pessoas fossem “hétero”. Devido a isso, alguns adolescentes gays e lésbicas podem se sentir diferentes de seus amigos mais próximos, e quando as pessoas heterossexuais a sua volta começam a falar sobre sentimentos, namoros e sexo.

Um estudo realizado pela campanha de direitos humanos dos EUA em 2012
descobriu que 92% dos adolescentes LGBT já ouviram coisas negativas sobre ser
lésbica, gay, bissexual ou transgênero.

Por isso, muitos adolescentes LGBT podem sentir que precisam fingir seus
sentimentos e preferências para se encaixarem na comunidade, família ou grupo.
Eles podem sentir que precisam negar quem são ou o que sentem, e que precisam
esconder uma parte importante de si mesmos.

Medo de intimidação, preconceito ou rejeição podem levar indivíduos que não são heterossexuais a mentir sobre a orientação sexual, mesmo de entes queridos que podem apoiá-los.

Alguns adolescentes gays e lésbicas podem vir a contar para os melhores amigos ou membros da família sobre sua orientação sexual. Apesar de poder ser usado como um termo pejorativo, tal ação é frequentemente chamada de “sair do armário”.

A importância de falar sobre orientação sexual na adolescência

 

Muitos adolescentes LGBT que “saem do armário” são completamente aceitos por
amigos, famílias e seus vizinhos. De forma que eles se sentem confortáveis por
se sentir atraídos por alguém do mesmo sexo.

Mas nem todos têm os mesmos resultados ao decidirem se abrir. Embora haja uma aprovação crescente para as pessoas LGBT, muitos adolescentes não têm confiança em algum adulto com quem possam falar sobre a preferência sexual. Alguns vivem em comunidades, famílias ou religiões onde ser gay não é aceitável ou respeitável.

Indivíduos que sentem que precisam esconder quem são ou que temem
discriminação ou violência física podem ser mais suscetíveis a desenvolverem
problemas psicológicos, como ansiedade e depressão.

Um adolescente LGBT que não tenha apoio das pessoas mais próxima corre maior
risco de abandonar a escola, viver nas ruas, utilizar álcool e drogas, além de
tentar se machucar.

Todo adolescente passa por preocupações inerentes à idade. Como por exemplo,
escola, universidade, esportes ou amigos próximos. Junto com essas preocupações
comuns, os adolescentes LGBT têm uma camada extra de preocupações a considerar,
como se devem esconder quem são ou não.

Obviamente isso não acontece com todos os adolescentes gays. Muitos adolescentes gays e lésbicas são aceitos normalmente em suas casas e não possuem tais preocupações.

A importância de conversar sobre sexualidade e saúde

Para indivíduos de todas as preferências sexuais, aprender mais sobre sexo e relacionamentos pode ser desafiador, mas importante ao mesmo tempo. Pois pode ajudar a falar com uma pessoa sobre os sentimentos complexos que surgem com o amadurecimento.

Não importa se esse alguém é a mãe, o pai ou vários outros membros da família, um amigo ou irmão, ou um terapeuta universitário. Conversar sobre a sexualidade sempre vai agir de forma positiva na vida do indivíduo que está passando por esse momento.

Não é muito fácil descobrir alguém com quem conversar. No entanto, para muitos indivíduos que abrem seus sentimentos a alguma pessoa que confia acaba sendo uma experiência positiva.

Em muitas comunidades, grupos mais jovens podem criar oportunidades para adolescentes LGBT conversarem com outros que estão enfrentando problemas semelhantes.

Psicólogos, psiquiatras, médicos de família e terapeutas treinados podem ajudá-los a lidar, de forma confidencial e privada, com as dificuldades de sentimentos que ocorrem durante o desenvolvimento da sexualidade.

Eles também ajudam os indivíduos a descobrir maneiras de lidar com qualquer tipo de pressão, assédio ou bullying que possam encontrar.

Não importa se é gay, hétero, bissexual ou se simplesmente ainda não tem certeza, quase todas as pessoas têm preocupações com o amadurecimento físico e com relação à saúde sexual e bem-estar. Como se certas mudanças corporais são “comuns. Qual a forma correta de se comportar, como evitar doenças sexualmente transmissíveis (DST).

O importante é encontrar um médico, enfermeiro, conselheiro ou algum adulto bem-informado para poder superar essas questões.

As crenças estão mudando

No Brasil, assim como em grande parte do mundo, as mentalidades sobre orientação sexual têm realmente mudado. Embora nem todos estejam confortáveis com a ideia de diferentes tipos de orientação sexual e ainda haja muito preconceito por aí. 

Ser gay está se tornando menos “tabu” do que costumava ser no passado.
O importante, independente da orientação sexual é procurar ajuda para conhecer mais sobre sexualidade e saúde sexual.

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